Infertilidade na mulher: quando investigar?

20 de janeiro de 2026
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Você quer entender o que está por trás da infertilidade na mulher?

A dificuldade para engravidar pode ser um momento desafiador e gerar muitas dúvidas para quem deseja ter filhos.


Nem sempre a concepção acontece rapidamente, e saber quando é o momento certo de investigar a infertilidade é essencial para não postergar um diagnóstico que pode ser tratado.


Assim, com avaliação médica adequada, é possível identificar fatores que influenciam a fertilidade feminina e definir estratégias para aumentar as chances de gravidez.


Neste texto, vamos explicar os sinais que indicam a necessidade de investigação e como o acompanhamento especializado pode fazer toda a diferença nesse processo!


Continue lendo!


O que é considerado infertilidade feminina? Quais são as principais causas de infertilidade na mulher?


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade feminina é caracterizada pela ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares, sem o uso de métodos contraceptivos.


Em mulheres com mais de 35 anos, esse período de tentativa é reduzido para 6 meses, devido à queda natural da fertilidade com o avanço da idade.


A infertilidade não é considerada uma condição isolada, mas sim um sinal de que há algum fator físico, hormonal ou funcional interferindo na capacidade reprodutiva.


Entre as causas mais comuns estão distúrbios ovulatórios, alterações nas trompas de Falópio, endometriose, problemas uterinos e fatores relacionados à reserva ovariana.


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Além disso, o estilo de vida, como estresse, tabagismo, obesidade e consumo excessivo de álcool, também pode impactar a fertilidade feminina.


Quando o casal deve começar a investigar a infertilidade?


A investigação da infertilidade na mulher deve começar nas seguintes situações:


Após 12 meses de tentativas sem sucesso


Mulheres com menos de 35 anos que mantêm relações sexuais regulares, sem uso de métodos contraceptivos, por um ano, sem engravidar, devem iniciar a investigação médica.


Após 6 meses de tentativas em mulheres com mais de 35 anos


A partir dessa idade, a reserva ovariana começa a diminuir de forma mais acentuada, reduzindo as chances de concepção natural.

Por isso, o acompanhamento precoce é fundamental.


Imediatamente, em casos com histórico sugestivo de infertilidade


Mulheres que apresentam ciclos menstruais irregulares, endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), doenças nas trompas, miomas uterinos, cirurgias pélvicas prévias ou abortos de repetição devem procurar avaliação da ginecologista sem esperar o tempo padrão de tentativas.


Em casos de infertilidade conhecida no casal


Quando o parceiro apresenta alterações no espermograma ou histórico de doenças que possam afetar a fertilidade, a investigação deve ser feita em conjunto e o quanto antes.


Como realizamos a investigação da infertilidade feminina? Quais exames são necessários?


O processo começa com uma anamnese detalhada, em que coletamos informações sobre o histórico menstrual, presença de doenças ginecológicas, uso de medicamentos, hábitos de vida e histórico reprodutivo do casal.


Em seguida, realizamos exame físico e ginecológico, que nos permite avaliar alterações no útero, ovários e outras estruturas pélvicas.


Além disso, os exames laboratoriais são fundamentais para avaliar o equilíbrio hormonal, incluindo dosagens de FSH, LH, estradiol, prolactina e TSH.


Eles ajudam a verificar se há ovulação adequada e função tireoidiana normal.


Já os exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal, auxiliam na análise da reserva ovariana e na detecção de doenças como síndrome dos ovários policísticos (SOP), miomas ou endometriose.


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Outro exame essencial é a histerossalpingografia.


A partir dele, verificamos se as trompas de Falópio estão pérvias, ou seja, se permitem a passagem dos óvulos.


Em casos mais complexos, podemos investigar a histeroscopia e laparoscopia diagnóstica, especialmente quando há suspeita de endometriose ou aderências pélvicas.


Lembramos que a investigação deve ser individualizada e, muitas vezes, envolve também o parceiro, com a realização do espermograma, para avaliar a qualidade do sêmen.


Existem tratamentos eficazes para mulheres com dificuldade para engravidar?


Sim, existem tratamentos eficazes para mulheres com dificuldade para engravidar, e a escolha da abordagem depende da causa da infertilidade, da idade da paciente e do histórico reprodutivo.


Os tratamentos podem variar desde intervenções menos invasivas até técnicas avançadas de reprodução assistida.


Para casos de infertilidade leve ou relacionada a distúrbios ovulatórios, podemos utilizar medicamentos para estimular a ovulação, muitas vezes acompanhados de monitoramento ultrassonográfico.


Quando há alterações nas trompas, no útero ou em casos de infertilidade inexplicada, podemos indicar procedimentos cirúrgicos ou técnicas como inseminação intrauterina (IIU) para aumentar as chances de concepção.


Contudo, nos casos mais complexos ou quando outras intervenções não apresentam resultados, as técnicas de fertilização in vitro (FIV) representam uma ótima alternativa.


Elas permitem a fertilização do óvulo em laboratório e a posterior transferência do embrião para o útero.


Além disso, podemos recorrer a terapias complementares para otimizar a fertilidade, como mudanças no estilo de vida, controle do peso, hábitos saudáveis e acompanhamento psicológico, uma vez que fatores emocionais também podem influenciar a concepção.


É possível prevenir alguns casos de infertilidade? Quais hábitos e cuidados recomendamos?


Sim, alguns casos de infertilidade podem ser prevenidos por meio de hábitos de vida saudáveis, acompanhamento médico regular e cuidado com a saúde reprodutiva.


Confira abaixo nossas principais recomendações:


Manter uma alimentação equilibrada


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Uma dieta rica em frutas, verduras, proteínas magras e grãos integrais ajuda a manter o peso corporal adequado e o equilíbrio hormonal, fatores importantes para a fertilidade.


Quer conhecer os mitos e verdades sobre a alimentação? Acesse esse texto em nosso site!


Controlar o peso corporal


Tanto o sobrepeso quanto o baixo peso podem prejudicar a ovulação e a qualidade dos óvulos, reduzindo as chances de gravidez.


Evitar consumo de álcool e tabaco


Bebidas alcoólicas em excesso e o tabagismo estão associados à diminuição da reserva ovariana e ao aumento do risco de infertilidade.


Quer saber mais sobre a relação entre tabagismo e infertilidade? Confira esse artigo em nosso blog!


Praticar atividade física regular


Exercícios moderados auxiliam na manutenção do peso e na regulação hormonal, mas exageros devem ser evitados, pois podem prejudicar a ovulação.


Prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)


O uso de preservativos, como a camisinha feminina, e a realização de exames periódicos ajudam a evitar complicações como doença inflamatória pélvica, que pode afetar as trompas e causar infertilidade.


Controlar o estresse


Níveis elevados de estresse podem interferir na ovulação e na produção hormonal.


Por isso, é importante adotar técnicas de relaxamento e apoio psicológico quando necessário.


Evitar exposição a substâncias tóxicas


Produtos químicos, radiação e alguns medicamentos podem afetar a função ovariana.


Então, sempre siga a orientação médica sobre o uso de medicamentos e suplementos durante o planejamento da gravidez.


infertilidade na mulher: qual é o papel da ginecologista na avaliação e no acompanhamento desse quadro?



A ginecologista possui um papel essencial na avaliação e no acompanhamento da fertilidade feminina, atuando desde a prevenção até o diagnóstico e tratamento de problemas que possam dificultar a concepção.


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A especialista realiza uma avaliação detalhada do histórico médico e reprodutivo, examina fatores hormonais, anatômicos e funcionais, e solicita exames, para investigar ovulação, reserva ovariana, saúde uterina e trompas de Falópio.


Além disso, podemos identificar condições que afetam a fertilidade, como síndrome dos ovários policísticos, endometriose, miomas uterinos e alterações hormonais, e orientar mudanças no estilo de vida que favoreçam a concepção.


Durante todo o processo, o acompanhamento profissional é crucial para definir o tratamento mais adequado.


Como vimos, ele pode variar de estímulos hormonais simples a técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, sempre considerando a idade e as condições de saúde da paciente.


Contar com o suporte de uma ginecologista experiente garante um cuidado individualizado e seguro, aumentando as chances de gravidez.


Então, se você está planejando engravidar ou enfrenta dificuldades para conceber, agende uma consulta com a especialista em saúde da mulher para receber orientação adequada e iniciar uma avaliação completa da sua fertilidade.


Dra Juliana Ribeiro - Ginecologista em São Paulo

Dra. Juliana Ribeiro

Ginecologia, Obstetrícia e Saúde Feminina


Ginecologista e Obstetra de formação, eu acredito que informação é a maior forma de poder que podemos ter. Como médica, tenho a missão de trazer a vocês o maior número de informações possíveis, a fim de poder ajudá-las a participar ativamente do cuidado da sua saúde.


Acredito que a prevenção é a melhor escolha sempre e que o engajamento da paciente no tratamento é a melhor forma de ele dar certo.

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